Quasi-nulla septimana sine linea: Albert Jay Nock always comes to the rescue Edition

Bem…o que dizer? I see dead people?

Perhaps one reason for the falling-off of belief in a continuance
of conscious existence is to be found in the quality of life that
most of us lead. There is not much in it with which, in any
kind of reason, one can associate the idea of immortality. Selling
bonds, for instance, or promoting finance-companies, seems
not to assort with the idea of an existence which cannot be
imagined to take any account of money or credits. Certain
other of our present activities might be imagined as going on
indefinitely, such as poetry, music, pure mathematics, or philosophy.
One can easily imagine an immortal Homer or Beethoven;
one cannot possibly imagine an immortal Henry Ford or
John D. Rockefeller. Probably belief cannot transcend experience.
If we believe that death is the end of us, very likely it is because we have never had any experience of a kind of life
that in any sort of common sense we could think was worth being
immortal; and we know we have had no such experience.
As far as spiritual activity is concerned, most of us who represent
this present age are so dead while we live that it seems
the most natural thing in the world to assume that we shall
stay dead when we die.
JOURNEYMAN, 86-7

Nulla septimanas sine linea: À sombra das raparigas em flor Edition.

Meus amigos francófonos (porque os há, os há) hão de me perdoar, eu, que devo me contentar com traduções, estou isento da tarefa primordial de toda resenha: ler o livro por completo. É verdade que não faço desde um ponto de vista ortodoxo uma resenha, melhor seria chamar um elogio, o livro, pelo menos em português, é semi hipnótico. Existe, sem subtrair do efeito final e mesmo contribuindo, um certo psicologismo tacanho e, sempre presente nos romances de eras passadas, um certo fisiologismo patológico: os personagens estão sempre em risco duma febre cerebral ou duma convulsão neurótica, mas que convulsões, que convulsões! Aparentemente em França não há criatura que não seja self-conscious, como sempre a doença é mais proeminente nas mulheres, cocottes pour nature, mas é mais aguda nos homens, dados que são a rivalidades medonhas. O narrador, menininho da mamãe, não sabe nada e sem o saber vai sabendo, que o autor pederasta e hebreu tenha conseguido fazer este romancezinho-de-formação de esnobes gentios e mulherengos, vizinhas e velhotas ressentidas e, por que não?,raparigas em flor somente lhe aumenta a envergadura. Em todo o caso a mensagem é clara: Somos todos esnobes…toujours.

Fernanda Young

p.s. percebi que resenhei um livro de Dostoievski por engano, o leitor certamente saberá fazer as substituições necessárias.

p.p.s. ao tradutor deve ser facultada a opção de melhorar o aportuguesamento de uma palavra, Lornhão, por exemplo, é impronunciável, é o Shibboleth do Shibboleth.

p.p.p.s. você, companheiro, que vai prestar vestibular este ano pode acompanhar o resumão do livro no youtube:

Blog no WordPress.com.
Tema: Esquire até Matthew Buchanan.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.