Links

Gênesis word-for-word

Links

Nick Szabo sobre o teorema de Coase: o teorema é falso

Maverick Philosopher: Scientism

Links

Artigo Stanford Encyclopedia: Necessary Being

Gell-Mann e Hartle: Fine Grained History

Hartle: decoherent histories

Antropológicas: Malinowski

Qual a razão de ser de um fenômeno social? Malinowski afirma -neste caso sobre ritos funerários- que:

“Whether this is achieved by a Providence directly guiding human history, or by a process o natural selection in which a culture which evolves a belief and a ritual of immortality will survive and spread-this is a problem of Theology or Metaphysics. The Anthropologist has done enough when he has shown the value of a certain phenomenon for social integrity and for the continuity of culture.” (Magic, Science, and Religion)

Se Malinowski fosse um Darwinista, seria um adaptacionista exemplar, sempre procurando o caráter acomodativo de quaisquer que sejam os objetos de seu estudo. Existe valor nesta metodologia, mas existe muito mais a se fazer e certamente o escopo da Antropologia é mais vasto. Se podemos estudar a humanidade desde o ponto de vista de seus fatos sociais, certamente podemos querer perguntar qual a Origem destes mesmos fatos. 

Coda: if it works don’t fix it?

Antropológicas: Levi-Strauss.

Dentre os antropólogos grandes, Levi-Strauss é o mais irritante por sua obscuridade, e não é um galicismo extremo que lhe poderá absolver a culpa, Marcel Mauss é a meu ver o escritor por excelência de sua nação-escola e mesmo o caráter novo de sua ciência não lhe impede de ser objetivo e esclarecedor.

Dito isto, podemos imaginar que uma luta com seu próprio objeto de estudo está sempre presente em seus escritos, é a Antropologia como estudo de partituras, não como estudo da Música, sintaxe em oposição à semântica.

No entanto, quando não está tentando obscurecer suas prórpias intuições, Levi-Strauss é um tremendo observador, antes mesmo da atual gritaria sócio-evolutiva, e a partir talvez de uma observação freudiana de Darwin, ele intui que o sistema de parentesco de uma sociedade estabelecida pode ser formalizado a partir do marco zero da cultura humana: o taboo do incesto que obrigatoriamente estabelece a troca de mulheres entre os homens.

Onde quer que haja florecido a civilização, mesmo em suas formas mais simples, o princípio permanece o mesmo,, podemos mesmo imaginar que o estabelecimento de uma cultura propriamente econômica só existe onde o taboo se estende às diversas mercadorias possíveis, uma observação já feita por Rene Girard.

Coda: em casa de ferreiro, espeto de pau.

 

Quasi-nulla septimana sine linea: Albert Jay Nock always comes to the rescue Edition

Bem…o que dizer? I see dead people?

Perhaps one reason for the falling-off of belief in a continuance
of conscious existence is to be found in the quality of life that
most of us lead. There is not much in it with which, in any
kind of reason, one can associate the idea of immortality. Selling
bonds, for instance, or promoting finance-companies, seems
not to assort with the idea of an existence which cannot be
imagined to take any account of money or credits. Certain
other of our present activities might be imagined as going on
indefinitely, such as poetry, music, pure mathematics, or philosophy.
One can easily imagine an immortal Homer or Beethoven;
one cannot possibly imagine an immortal Henry Ford or
John D. Rockefeller. Probably belief cannot transcend experience.
If we believe that death is the end of us, very likely it is because we have never had any experience of a kind of life
that in any sort of common sense we could think was worth being
immortal; and we know we have had no such experience.
As far as spiritual activity is concerned, most of us who represent
this present age are so dead while we live that it seems
the most natural thing in the world to assume that we shall
stay dead when we die.
JOURNEYMAN, 86-7

Nulla septimanas sine linea: À sombra das raparigas em flor Edition.

Meus amigos francófonos (porque os há, os há) hão de me perdoar, eu, que devo me contentar com traduções, estou isento da tarefa primordial de toda resenha: ler o livro por completo. É verdade que não faço, desde um ponto de vista ortodoxo, uma resenha, melhor seria chamar um elogio. O livro, pelo menos em português, é semi hipnótico. Repousa sobre um certo psicologismo tacanho e um certo fisiologismo patológico: os personagens estão sempre em risco duma febre cerebral ou duma convulsão neurótica, mas que convulsões, que convulsões! Aparentemente em França não há criatura que não seja self-conscious, como sempre a doença é mais proeminente nas mulheres, cocottes pour nature, mas é mais aguda nos homens, dados que são a rivalidades medonhas. O narrador, menininho da mamãe, não sabe nada e sem o saber vai sabendo, que o autor pederasta e hebreu tenha conseguido fazer este romancezinho-de-formação de esnobes gentios e mulherengos, vizinhas e velhotas ressentidas e, por que não?,raparigas em flor somente lhe aumenta a envergadura. Em todo o caso a mensagem é clara: Somos todos esnobes…toujours.

Fernanda Young

p.s. percebi que resenhei um livro de Dostoievski por engano, o leitor certamente saberá fazer as substituições necessárias.

p.p.s. ao tradutor deve ser facultada a opção de melhorar o aportuguesamento de uma palavra, Lornhão, por exemplo, é impronunciável, é o Shibboleth do Shibboleth.

p.p.p.s. você, companheiro, que vai prestar vestibular este ano pode acompanhar o resumão do livro no youtube:

Pessoanas: os meses

I. O Janeiro

Os meses vêm quando vão,

entra-se o ano em desespero.

Ai dos mui alvos, quando estão

ao sol de janeiro.


Você precisa aprender português…

Ajoelha e chora

Não, na verdade não:

” With regard to modern languages,we must make a discrimination that is perhaps seldom observed. A use, say, of Italian or French as a literary language, giving us full command of a great literature in addition to our own—this is one thing. A use which aims at conversation, or as Matthew Arnold said, enables us to fight the battle of life with the waiters in foreign hotels—this is quite another thing. It is the latter use which is in vogue in our institutions, because it is more easily taught and more easily appropriated. I was lately shown a dormitory in an undergraduate college, and was told that people spoke only French in that house, no other language being permitted. This did not interest me. I asked what they said when they spoke French, this being the only thing that counts, for one may chatter nonsense and inanities in French as well as in any other language, I suppose. I got no satisfaction on this point yet it is most important. The one use of French may be arrived at through the other, no question; yet a quite complete possession of the second use is no guarantee that the other will be attained… “

Agora vai-te e não peques mais…

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.